Agrupamento de Escolas de Maximinos
Escola Secundária de Maximinos
Escola Básica 2/3 Frei Caetano Brandão
Centro Escolar de Maximinos
Centro Escolar da Naia
Escola Básica 1º ciclo/J. Infância de Estrada
Escola Básica 1º ciclo da Gandra
Centro Escolar de Gondizalves

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Na sequência da decisão da Direção de cancelamento da edição da revista do Agrupamento, Andarilho, dadas as circunstâncias de isolamento social devido à COVID-19, procedemos, aqui , à divulgação de trabalhos que resultaram de projetos desenvolvidos nos diferentes níveis de educação/ensino.

Começamos por privilegiar as reflexões de alguns alunos, que traduzem as vivências/experiências deste tempo em que temos de ficar em casa, para evitar o contágio, nomeadamente os sentimentos e as emoções, as atividades que realizam para ocupar o tempo e, até, as alterações no modo de sentir e de pensar o futuro!

   

 

De Casa para a Escola. Sempre a Aprender!

 

 Aprendizagens e Cidadania

 

Selva de Emoções

O papagaio é inoportuno.

A tartaruga é assustada.

O elefante é trombudo.

A serpente anda sempre chateada.

A formiga é solidária.

O mosquito é rezingão.

A preguiça é preguiçosa.

E o macaco é muito trapalhão.

A girafa é arrogante!

O camaleão é tímido e dissimulado.

A abelha é generosa.

A arara é elegante e ruidosa.

O leão é corajoso.

O coelho é carrancudo.

O crocodilo é protetor.

O pavão é colorido e vaidoso.

O burro é teimoso.

A vaca é meiga.

O urso é guloso.

A raposa é matreira.

A hiena é sorridente.

O cão é fiel

e o mocho é sábio e inteligente.

 

Nesta selva de emoções

O ser humano é, de todos,

o que gera mais confusões!

Muitas vezes é trapalhão e pouco organizado.

Nem sempre cuida dos seus

e anda sempre muito zangado!

Com os animais podemos aprender…

Todos juntos temos que conviver!

 

Texto coletivo – Turma 12, 3º ano, EB1 Gandra, Ferreiros

 


CatarinaMendes63

Catarina Mendes 6º3

 


Escola, a minha segunda família

 

A Escola é a minha

Segunda família,

Onde passo a maior

Parte do dia.

 

Onde passo a maior

Parte do dia,

Com amigos

E muita alegria!

 

Ter amigos

E muita alegria,

Com a amizade,

Fazemos magia…

 

Com a amizade

Fazemos magia,

E essa magia

Transforma-se em energia.

 

Com esta energia,

Eu quero crescer

E ser, para todos,

Uma amiga a valer!

 

Depois do recreio

Entramos para a sala,

Onde vamos ter

A nossa aula.

 

As nossas aulas

São muito instrutivas.

Tanto que aprendemos

Até não termos dúvidas…

 

E é este o meu texto

Sobre a escola, a minha

Segunda família,

Todos em harmonia!

Íris Rodrigues, turma 3, 4.º ano, CE de Gondizalves


JoanaGomes63

Joana Gomes 6º3

 


 

 When I´m stressed from a school work , I try to reduce my anxiety by listening to music, watching my favourite films and reading my favourite books .

In the morning , when I have tests or oral presentations , I set aside ten minutues to relax alone in silence.

At night I like doing a mascara for my skin and have a good shower. When i go to bed I feel very relaxed and ready for the next challenges . If one my friends tells me he/she is stressed , or nervous , or anxious , I like to share what I do to relax.

Ana Margarida Fernandes, 9º2


 

The best way to relax from school

Everyone deals with stress in different ways and to relax from that stress, especially from school work, I like to play my “just get the vibe” playlist on spotify or a chill random playlist when i get home.

I love sleeping and taking really long and warm baths after a full school day. Studying isn’t a bad thing though, putting all the new knowldege on a paper or exercise is actually a good way to relax from school.

Following those weeks of tests I like to hang out with some friends, for exemple going to the cinema or going for a walk in Avenida Central at the weekends. It is a good way for me to forget about my responsibilities.

Carolina Lisboa, 9º1


  

The best way to relax from school work

In my opinion, the best way to relax from school work is hanging out with my friends and family. If you want to relax, watch a movie, go to the cinema, talk with your family, sleep, eat, do whatever you like, because that is the best way to relax. Close your eyes and forget everything, imagine yourself in Miami.

To relax you need to take time for you, put your mobile phone far from you and enjoy the moment. When I´m stressed, I go to the kitchen and I start cooking, or I go shopping with my friends.

I only do things that I like.

                                                                                                Matilde Rocha, 9º1

 


 

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Catarina Gomes 6º5

 


 

Na minha família, eu, a minha mãe e o meu irmão não somos batizados. Por isso, embora a minha mãe goste da arquitetura das igrejas, nunca ouvi falar de religião em casa. Antes, não sabia o que era a religião (Cristianismo/ Islamismo). Quando andava no pré-escolar, lembro-me que vinha uma senhora falar da história de Jesus, mas nunca associei essas histórias ao que aprendi agora nas aulas de HGP. A minha DT, que é professora de HGP, numa aula sobre o Império Romano, falou-nos de religião. E a professora fazia perguntas como: “Qual é o Deus? Qual é o livro sagrado? Qual é a Cidade Santa? Quantas partes tem o livro sagrado?”, etc.…

Como eu não sabia nada, encolhia-me toda para que a professora não me perguntasse alguma coisa.

Mas agora já sei que existem várias religiões, e que Portugal é um país cristão.

Além do Cristianismo, também aprendi as mesmas coisas sobre o Islamismo e gostei de aprender.

                                                                                                                 Luce Loritte, 5º2


 

Chamo-me Érica, tenho dez anos e tenho 5 irmãos.

A minha família é bastante grande, os meus pais vieram da Roménia.

O primeiro Rei da Roménia foi Alexandre João Cura, em romeno Alscandru Juan Cura; a Roménia é um país independente desde 1859.

Nas aulas de História e Geografia de Portugal, a minha turma estudou as religiões: Cristã, Católica, Islão, etc, porque estudámos o Império Romano e os Muçulmanos.

Na aula, eu disse que era Evangélica Cristã, que, na minha casa, cada um tem a sua Bíblia e que a lemos todos os dias. A professora deixou-me trazer a minha Bíblia para a aula e eu li um salmo, o Salmo de David. Os meus colegas ouviram com atenção, mas não perceberam nada porque a minha Bíblia está em romeno.

Eu adoro a professora e as aulas que ela dá.

                                                                                                                 Érica Iroftei, 5º6


 

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Maria Morais 6º3

 


 

 

Querido diário!

Devido à Covid-19, estou em isolamento social desde o dia 13 de março de 2020. O governo decretou estado de emergência porque a Covid-19 é uma doença muito contagiosa e, por isso, temos de estar isolados e obedecermos ao que a DGS nos recomenda. Já estou cansado de estar trancado em casa. Sinto-me triste porque não posso sair, nem brincar na rua nem estar com os meus amigos. Também me sinto revoltado porque há pessoas teimosas e irresponsáveis que continuam a sair de casa, não cumprem as regras da DGS e contribuem, assim, para a propagação do vírus.

Em março, no início da quarentena, o tempo passou rapidamente, pois estive a estudar e a fazer as fichas da escola. Em família, aproveitámos para falar das dificuldades na escola e sobre o que se passava no Mundo.

Nas férias, também estudei, mas com menos frequência. Ocupei o meu tempo a fazer puzzles, a conversar com os meus amigos por chamada e a participar nas tarefas de casa. Ajudei a minha irmã a fazer o bolo para oseuaniversário, mas ela não pôde fazer a festa com os amigos.

Agora continuo a não poder ir à escola, mas eu gosto das aulas que os professores estão a dar pelo Google Meet, e do “Estudo em Casa” que dá na RTP Memória. É uma forma diferente de aprendermos. Oiço todas as pessoas a dizer que agora temos todo o tempo do mundo, mas eu acho que é mentira. Eu e a minha irmã temos o tempo todo ocupado com a escola e os meus pais com o teletrabalho. Estamos todos juntos, mas acabamos por estar isolados. Não sei quando isto irá acabar, mas tenho de pensar positivo e desejar que seja em breve.

Ivo Silva, 8º2  

 


 

 

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Beatriz Costa, 6º5

 


  

Este isolamento tem servido de aprendizagem para mim e para todos. A importância das pessoas e dos afetos faz-nos perceber quem é importante para nós. Estou a aprender muito. Aprendi a dar valor às pessoas e a pequenos gestos. Até da rotina da escola sinto saudades, de coisas a que não dava valor e agora dou. Aprendi a pensar no próximo, a dar mais valor a certos detalhes e afetos pelas pessoas, a observar mais as coisas e a estar mais atento ao que se passa no dia a dia.

Os meus sentimentos são de saudade, amor, consciência da ignorância que tinha pelas coisas a que não dava valor, medo de perder pessoas próximas preocupação. Nunca pensei dizer que tinha saudades da escola. Agora que estou em casa, gostava de estar na escola, mesmo tendo de acordar cedo. Isto fez-me lembrar um tema de que falámos numa aula de Físico-química, os afetos e a importância deles. Agora sinto o valor e a importância de um simples abraço, de um beijo ou de um aperto de mão. Sinto a falta de coisas simples, coisas de que não sentia necessidade.

Em casa, sinto-me um pouco como os animais dentro das jaulas, preso. Preciso de ser livre, apanhar ar de vez em quando, dar uns passeios, fazer umas caminhadas.

Estamos numa situação que não está fácil para nenhum de nós e devemos ficar alerta, devermos ter cuidado com a higiene própria e dar graças por estarmos bem de saúde, pois há muitos a sofrer. Estamos em casa para que isto não se agrave, não se espalhe mais, para que seja valorizada a dedicação das pessoas que estão a trabalhar e a salvar vidas e também a procurar uma possibilidade de cura para todos nós. Orgulho-me dessas pessoas que arriscam a sua vida para ajudar outros. É uma coisa que me faz dar valor à vida.

Por outro lado, ver pessoas que reagem com ignorância, com egoísmo e sem respeito pelos outros, saem à rua sem motivo ou reclamam por estar em casa, faz-me sentir raiva e vontade de lhes fazer ver como estão erradas.

A minha rotina em casa tem sido chata, não tenho muito a fazer, repito o mesmo todos os dias, até comer, às vezes, se torna um pouco chato. Acordar, comer, ver televisão, fazer exercício físico, estudar e ter aulas. Mas é melhor estar nesta situação do que a sofrer num hospital ou em casa sem poder ser visto por um médico.

Celso Barbosa, 8º2

 


 

        

Estar fechada em casa obrigou-me a ter uma nova rotina. Não vou para a escola, pelo menos fisicamente, desde o dia 13 de março. Isto até tem as suas vantagens, porque posso dormir um pouco mais, mas passo os dias todos fechada e já não consigo distinguir claramente a semana do fim de semana.

Sinto-me triste por não poder estar com o resto da minha família, tal como os meus avós, os meus primos e tios e também os meus amigos.

Os meus pais continuam a trabalhar e, por isso, há dias em que me sinto sozinha. Sinto-me aborrecida por não poder sair. Apenas saio para levar o lixo, mas, mesmo assim, parece que estou num apocalipse ZOMBIE! Não se vê ninguém na rua. Assusta-me um pouco que isto dure muito tempo.

Talvez esta pandemia tenha um lado positivo: a maior parte das pessoas está em casa, não usa o carro para se deslocar, as fábricas produzem menos e isto irá contribuir para a diminuição da poluição no planeta.

Margarida Rodrigues, 8º2


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 André Welte, 6º5

 


 

20/04/2020

Querido diário!                                                                 

Estou em isolamento social há algumas semanas e já tenho saudades de todos os meus amigos, da minha família e até da escola. Tenho que admitir que foi estranho habituar-me a esta nova rotina em casa, com aulas online, dança…Estou muito agradecida pela minha família estar bem e espero que continue assim.

Tenho imenso tempo livre, os dias parecem todos iguais e o tempo passa devagar, o que me dá mais oportunidades para fazer exercício, ver séries, filmes, cozinhar com a minha mãe, estar aqui a conversar contigo, enfim, fazer coisas de que gosto.

Tudo isto será uma grande lembrança no futuro. Recordar-me-ei das saudades que tive, do que senti e do que aprendi. Damos mais valor às coisas e à nossa liberdade quando não as podemos ter. Pode parecer que não, mas acabamos sempre por aprender algo até nos piores momentos.

Está a ser difícil, mais para uns do que para outros, mas, com o tempo, iremos superar tudo o que está a acontecer. Estou extremamente grata aos profissionais de saúde que batalham para salvar vidas, pelo que são homenageados com palmas e música aqui na minha rua. 

Espero que esta triste fase passe rápido… 

Margarida Correia, 8º1

 

 


 

 

 

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 July Silva, 6º5

 


 

 

Meu querido diário!

Hoje é dia 13 de março e começou o estado de emergência em Portugal.

Nos primeiros dias, fiquei feliz, porque não iria para a escola e estaria em casa assim como todos os estudantes, mas, com o passar dos dias, começou a ficar entediante, porque não havia nada de interessante para fazer em casa. Então, comecei a fazer atividades novas, a experimentar receitas de sobremesas e também fui aprofundando a minha técnica de desenho e de pintura.

Este isolamento fez-me pensar o quanto é importante estar com as pessoas de quem gosto e isso afetou-me muito psicologicamente. Tentei manter contacto com elas, mas, obviamente, não é a mesma sensação de estarmos juntos.

Ao longo do tempo, fui fincando sem motivo para acordar no dia seguinte. Fico angustiada porque não sei o quanto isto vai durar: dias, semanas, meses, ou até anos… eu não tenho a certeza de nada do que irá acontecer.

Isso fez-me pensar que tenho de aproveitar a vida ao máximo porque, num piscar de olhos, pode acabar tudo, inclusive a liberdade de sair de casa. Isto fez-me refletir sobre as pessoas que realmente se importam comigo e se preocupam como o meu bem-estar. É a elas que tenho de me agarrar com todas as minhas forças porque essas pessoas é que se importam, e são boas para a minha vida e para a minha saúde mental.

É este o ensinamento que eu tiro desta experiência tão difícil.

Rafaela Ferreira, 8º1

 


 

Pendant les premiers jours de confinement, j'étais calme pour rester à la maison, mais après un certain temps, je me suis sentie très découragée de ne pas voir mes amis, de ne pas pouvoir aller aux endroits que j'aime, mais je m'y suis habituée.

Je cherche des choses à faire car je m'ennuie encore un peu tous les jours. L'une des choses que je fais le plus c’est regarder beaucoup de films. Je peux regarder plusieurs films par jour et c'est vraiment bien pour passer le temps.

Lívia Alves, 8°3

 


 

Pendant ce confinement
 je me sens anxieuse,
 agitée,
nerveuse,
agacée.

Je me sens seule,
j’en ai marre,
je suis déprimée et pessimiste.

Je ne veux plus être à la maison!

J'aime quitter la maison, j'aime voyager,
 j'aime être avec mes amis et avec ma famille,
 j'aime être libre,
 j'aime vivre.

Je ne veux plus être à la maison!

Je fais les mêmes choses tous les jours,
 j'étudie,
je danse,
 je regarde la télévision,
 je mange et je dors.

Je cuisine,
j’aide,
je lis et j’écris.

Je ne veux plus être à la maison!

                                                                                                          Matilde Rocha, 9º1

 


 

 

Le confinement c’est une expérience très effrayante, pour moi. J’espère pouvoir rentrer à l´école et parler face à face avec mes amis rapidement.

Je me sens déprimé et seul, mais avec ma famille ces sentiments disparaissent et je me sens heureux.

Pendant le confinement, j’étudie et j’aide mes frères à étudier, je joue aussi à de nombreux jeux, je fais beaucoup d´exercice physique pour ne pas retourner à l´école avec quelques kilos en trop.

J´espère revoir tous mes amis avant la fin de l´année.

Matheus, 9º2

 


 

 

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